Archive for fevereiro \24\UTC 2010|Monthly archive page

Napsterização da rede

   Napsterização da rede e Vírus. Em poucas palavras toda regra tem sua exceção.  Por um lado a napsterização traz uma “suposta” liberdade de escolha, por outro, o vírus é a consequência dessa escolha. Esta afirmação remete a Michel Focault em seu livro “Vigiar e Punir”, se pensarmos que todo esse acesso ilimitado acaba sendo monitorado mesmo com toda evolução tecnológica.

   Contudo, é inegável o frisson provocado até no mais frio dos mortais quando uma nova possibilidade tecnológica é sinalizada. A quebra de paradigmas tornou – se algo comum quando avançamos neste campo.

   Alguns acreditam que o vírus seja na verdade um antídoto para nos livrarmos desse suposto mal. Ao que tudo indica essa relação de “amor e ódio”  irá perdurar por um bom tempo, uma vez que a internet só sobreviverá com essa convivência.

   Denise Mendes

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Amizade virtual

   O que falar do twitter. Um misto de blog e MSN? “Microblogagem baseada em uma estrutura assimétrica de contatos”? Como dizem alguns especialistas. Difícil de explicar por não existir um serviço on line parecido? O twitter é isso e muito mais. A possibilidade mesmo que virtual de saber os passos de seus amigos e principalmente, ídolos, dá a sensação de proximidade impensada até bem pouco tempo atrás.

   Pensado desde 2000, o conceito do twitter só saiu do papel em 2006 pelo programador Jack Dorsey. Em abril de 2009 , a apresentadora de TV Oprah Winfrey fez sua estréia no microblog. A entrada de uma das personalidades mais famosas do mundo foi um marco na trajetória de popularização do site.

   Pesquisas apontam o twitter como uma das redes sociais mais influentes dos veículos de comunicação na América Latina. Aqui no Brasil, mais de 8,7 milhões de usuários passam em média 57 minutos nessa rede social. Essa dedicação tupiniquim coloca o país a frente do Reino Unido e Estados Unidos no quesito tempo. Mesmo perdendo para o Orkut em números, o twitter dá sinais de longevidade e crescimento.

   Alanna Zago

Porque blogar é preciso!

   Desde que o mundo é mundo existem várias maneiras de comunicação: um olhar, um gesto, uma palavra…Na rede mundial de computadores não poderia ser diferente. Orkut, Msn, Facebook, o caçula Twitter (na verdade um microblog) e o famoso…comercialmente ainda mais a partir de 2001:Blog.

   Através dele descobrimos coisas que talvez nunca saberíamos por intermédio da imprensa e expomos nossos conhecimentos e vontades. Criamos uma rede de mão dupla alimentada pelo burburinho medido via comentários. Encontramos pessoas semelhantes e temos a certeza de não sermos únicos em nossas opções.
Pode se dizer que o blog atingiu um espaço nos meios de comunicação importantíssimo.

   Já que basta observar os principais noticiários televisivos e impressos para notarmos a força exercida por ele. Um exemplo recente é o caso do governador mineiro que num barraco em terras cariocas, teve sua intimidade divulgada num blog de um comentarista esportivo respeitado. Engraçado como os principais pensadores, escritores e intelectuais falam dessa ferramenta que ainda tem muito a contribuir para as futuras gerações.

   Alex Rabelo

Unipac comemora o dia do radialista com debate no auditório da Cemig

   Na última segunda feira (21), foi realizado no auditório da Cemig um debate para comemorar o dia do radialista. O evento, organizado pela Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), teve como mediadora a professora e radialista Cláudia Figueiredo. Participaram os alunos do curso de comunicação da instituição e os convidados Léo de Oliveira(Globo am), Paulo Ribeiro e Marcelo Lima(Catedral fm) e o apresentador da Tv Panorama e radialista Sérgio Rodrigues. Em destaque o futuro do radiojornalismo em Juiz de Fora. Em meio a divergências profissionais, todos foram unânimes em reconhecer que algo precisa ser feito para alterar a situação crítica desse veículo de comunicação em Juiz de Fora.

   Apesar da chuva, o evento contou com um bom público. O primeiro a discurssar foi o comunicador Léo de Oliveira, que falou de sua trajetória no rádio e da satisfação em trabalhar no Sistema Regional de Comunicação (SIRCOM). ”Já trabalhei sem ter o que comer em casa…”. Segundo ele, graças a empresa onde atua, hoje a realidade é outra. Sérgio Rodrigues, apresentador do telejornal MGTV 2, foi o segundo a falar e disse: ”Em Juiz de Fora o rádio está mudo e calado”, mexendo com os presentes na palestra. Para o apresentador , jornalista, radialista e dono de uma rádio web (WWW.RADIOMINEIRA.COM), o rádio está morto. “A falta de gestão é apontada como a grande vilã de um rádio que não aparece”, concluiu o palestrante que foi interrompido por Léo de Oliveira. Juntos, Sérgio Rodrigues e Léo de Oliveira, protagonizaram uma tremenda saia justa.Uma discussão acalorada sobre a qualidade de “suas empresas” e qual delas estaria prestando o melhor serviço para a cidade. Tal situação fez com que o mais desatento dos alunos prestasse atenção na palestra.

   Com a confusão amenizada, deu-se continuidade ao evento e o terceiro a falar foi o jornalista Paulo Ribeiro, coordenador de programação da Catedral Fm. A nova cara da emissora e até que ponto a igreja interfere nas decisões, foram explicadas pelo profissional: ”O mercado em Juiz de Fora está ruim”, afirmou acenando a cabeça positivamente para Sérgio Rodrigues. O quarto e último a opinar sobre o cenário caótico do rádio na cidade, foi o aluno da Unipac, com passagens por várias emissoras de renome local, Marcelo Lima que hoje está na Catedral Fm. Apresentando uma visão mais equilibrada do momento em que o veículo atravessa, Marcelo foi o único a ter unanimidade dos demais palestrantes. Para ele o rádio está sofrendo uma mutação e todos estão no campo do achismo, sem saber pra onde vão. A palestra terminou com as considerações da professora Cláudia Figueiredo no momento em que o rádio deixou de ser o assunto principal.

   Link com depoimento de um dos participantes sobre o radiojornalismo em Juiz de Fora: http://www.podcast1.com.br/canais/canal5106/Sonora_Sergio_Rodrigues.mp3

   Alanna Zago

Web Radio não vai substituir o rádio

   Segundo Bob Struble, Presidente da iBiquity Digital, o crescimento do rádio pela net não vai e nunca tomará o lugar do rádio de hoje.

   Essa declaração foi publicada em sua coluna mensal em janeiro num evento em Las Vegas onde a maioria das novidades tecnológicas eram via internet. Ele escreveu ainda que assessorou na feira os radiodifusores para mostrar que não há motivos para se preocupar.

   “O Rádio precisa sem dúvida, se adaptar com as mudança, mas acesso a web radio nos carros da Ford não significa o fim”.

   Alex Rabelo